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ToggleReforma Tributária: entenda quando destacar IBS e CBS na nota fiscal
Com a Reforma Tributária em andamento, o correto destaque do IBS e da CBS na nota fiscal passa de detalhe técnico a fator crítico para seu comércio. Erros de interpretação ou omissões podem gerar notificações, autuações ou disputas com o fisco, mesmo que o ano de 2026 seja entendido como fase de adaptação.
Antecipe-se: aproveite este período de teste para ajustar sistemas e processos, treinar sua equipe e documentar todas as operações. Assim, quando a exigência se tornar plena após a publicação dos regulamentos, você estará em conformidade, evitando sanções e fortalecendo a credibilidade do seu negócio.
Atenção: evite multas e prepare seu negócio para a reforma tributária
Durante o período de adaptação em 2026, a ausência ou erro no destaque do IBS e da CBS pode não gerar multa imediata, mas já abre precedentes para questionamentos do fisco, glosas de créditos e retrabalho contábil. Ao ignorar o correto preenchimento, sua empresa fica suscetível a:
- Notificações e autuações fiscais por inconsistências nas NF-e;
- Perda ou postergação de créditos tributários relativos a IBS e CBS;
- Atrasos no fechamento financeiro e no planejamento de fluxo de caixa;
- Multas que podem chegar a 1% do valor da operação, conforme regulamentos futuros;
- Impacto negativo na reputação perante clientes e parceiros.
Por outro lado, adotar boas práticas de destaque desde já garante segurança jurídica, agilidade em auditorias e maior previsibilidade de custos, preparando seu comércio para a exigência plena quando os regulamentos entrarem em vigor.
A hierarquia normativa do IBS e da CBS
Para entender quando destacar IBS e CBS na nota fiscal, é fundamental conhecer a sequência de normas que orienta o sistema tributário. Cada nível normativo tem um papel distinto na instituição do tributo e na definição de obrigações acessórias:
- Lei Complementar nº 214/2025: criou o IBS e a CBS, estabeleceu a base conceitual (incidência, não cumulatividade e fato gerador), mas não detalhou o formato ou o momento para o destaque desses tributos nas notas fiscais.
- Atos Conjuntos RFB/CGIBS: são regulamentos infralegais que especificam as obrigações acessórias, como a estrutura dos documentos fiscais eletrônicos, os campos para IBS e CBS e as condições de adaptação em 2026.
- Comunicados Conjuntos CGIBS/RFB: têm caráter orientativo e informativo. Esclarecem procedimentos, prazos de transição e dispensa temporária de penalidades, mas não criam nova obrigação jurídica.
Entender essa hierarquia ajuda a identificar onde nasce, de fato, o dever de detalhe nas notas fiscais e a acompanhar corretamente a evolução das regras durante o período de transição.
Lei Complementar nº 214/2025: instituição do tributo
A Lei Complementar nº 214/2025 foi responsável por criar o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), estabelecendo os pilares do novo modelo tributário brasileiro: abrangência de incidência, não cumulatividade, fato gerador e base de cálculo.
No entanto, o texto legal não detalhou como e quando esses tributos deveriam ser destacados nos documentos fiscais eletrônicos. Em vez disso, a norma atribuiu aos atos normativos posteriores — especialmente os atos conjuntos do Comitê Gestor do IBS e da Receita Federal — a missão de regulamentar essas obrigações acessórias.
Essa escolha legislativa visa garantir flexibilidade à administração tributária para aperfeiçoar, em fase de transição, as regras de emissão de notas, assim como estabelecer prazos e condições de adaptação.
Portanto, a obrigação de evidenciar o IBS e a CBS nas notas fiscais só ganha contornos operacionais com a publicação dos regulamentos e atos infralegais subsequentes.
Atos conjuntos e comunicados: o papel do ano de adaptação
O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025 traz as primeiras regras práticas para o novo IBS e a CBS na emissão de documentos fiscais eletrônicos. Entre seus principais pontos está o caráter de transição em 2026: nesse período, a apuração dos tributos terá finalidade exclusivamente informativa e não haverá penalidades pela não inclusão ou preenchimento incompleto dos campos de IBS e CBS.
- Define a estrutura dos arquivos eletrônicos e os campos obrigatórios para registro de IBS e CBS;
- Estabelece que a fase inicial, em 2026, servirá como ambiente de teste sem sanções;
- Reconhece que, mesmo sem destaque pleno, o contribuinte está em conformidade durante o ano de adaptação;
- Confirma a dispensa de recolhimento dos novos tributos enquanto perdurar a fase informativa.
Complementarmente, o Comunicado Conjunto CGIBS/RFB nº 01/2025 tem natureza estritamente orientativa. Ele detalha prazos, procedimentos e esclarece que a exigência formal de destaque só ganhará força após a publicação dos regulamentos definitivos.
- Reforça o caráter não punitivo de 2026, chamando o ano de teste;
- Esclarece que a informação clara ao contribuinte é direito garantido pelo Código de Defesa do Contribuinte;
- Lembra que o gatilho da obrigatoriedade plena dependerá do quarto mês subsequente à publicação do regulamento comum.
O gatilho da obrigatoriedade prática
O Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025 define que o início efetivo da exigência de destaque do IBS e da CBS depende da publicação do regulamento comum, seguido de um prazo de adaptação de quatro meses. Somente após esse período, as penalidades e a obrigação plena poderão ser aplicadas.
Na prática, isso significa que não há uma data fixa para todos os contribuintes: a contagem começa no mês em que o regulamento for publicado e se estende até o primeiro dia do quarto mês subsequente.
- Publicação em março de 2026 → exigência a partir de 1º de julho de 2026;
- Publicação em abril de 2026 → exigência a partir de 1º de agosto de 2026;
- Publicação em maio de 2026 → exigência a partir de 1º de setembro de 2026;
Esse gatilho normativo garante segurança jurídica e tempo para testes, ajustes de sistemas e treinamento da equipe. Por isso, empresas devem monitorar de perto a divulgação oficial do regulamento comum para planejar corretamente sua implantação.
Erros comuns na interpretação e seus riscos
Ao lidar com a transição do IBS e da CBS, alguns contribuintes cometem equívocos que podem gerar impactos negativos antes mesmo da exigência plena. Confira os principais deslizes e suas consequências:
- Pressupor obrigatoriedade imediata: empresas que tratam 1º de janeiro de 2026 como data final de todas as adaptações tendem a antecipar investimentos em sistemas e consultorias, gerando custos extras e retrabalho quando os regulamentos finais alteram formatos ou prazos.
- Ignorar o tema até a publicação do regulamento: quem adota postura passiva corre risco de enfrentar multas, glosas de créditos e interrupções no fluxo de caixa ao não ter processos validados nem equipe treinada, dificultando a correção de notas fiscais e gerando passivos tributários.
Ambas as posturas comprometem a eficiência operacional e aumentam o risco financeiro. O ideal é equilibrar o cronograma de testes internos com o acompanhamento das normas, evitando surpresas e despesas desnecessárias.
Como adequar sua empresa em 2026
Para aproveitar o período de adaptação e garantir que sua empresa esteja pronta quando a exigência de destaque do IBS e da CBS for aplicada, adote as seguintes ações práticas:
- Revisar e ajustar o sistema ERP ou software de faturamento para incluir campos específicos de IBS e CBS nas notas fiscais eletrônicas.
- Realizar testes de emissão de NF-e em ambiente simulado, validando formatos, cálculos e integração com a Receita Federal.
- Mapear processos internos que envolvem faturamento, logística e financeiro, identificando pontos de controle para conferência dos valores tributários.
- Desenvolver checklists e fluxogramas para orientar a equipe sobre a sequência correta de preenchimento e conferência dos campos de IBS e CBS.
- Promover treinamentos práticos com contadores, fiscais e operadores de sistema, garantindo domínio das novas rotinas e parâmetros.
- Estabelecer um cronograma de auditorias internas periódicas para revisar notas fiscais emitidas, corrigir inconsistências e registrar aprendizados.
- Monitorar publicações oficiais e comunicados da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS, ajustando procedimentos conforme novos regulamentos.
Conclusão: conte com a Novo Tempo Contabilidade e acompanhe nosso blog
Na Novo Tempo Contabilidade, há 6 anos oferecemos soluções contábeis descomplicadas para o comércio, ajudando empresas a implementar corretamente o destaque de IBS e CBS nas notas fiscais, reduzir custos e organizar as finanças sem trâmites burocráticos.
Conte com nossa equipe especializada para validar seus processos, integrar sistemas e garantir conformidade com cada etapa da reforma tributária, minimizando riscos e otimizando resultados.
Acompanhe nosso blog de segunda a sexta-feira para receber dicas práticas e atualizações em tempo real sobre tributação, gestão financeira e estratégias que mantêm seu negócio sempre à frente das mudanças legais.
Fonte Desta Curadoria
Este artigo é uma curadoria do site Portal Contabeis. Para ter acesso à matéria original, acesse Reforma Tributária: entenda a obrigatoriedade do destaque de IBS e CBS






